O Regional Norte 2 da Conferência Nacional dos Bispos manifesta sua profunda indignação em razão de mais um assassinato de lideranças no campo do Estado do Pará.
José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito foram lideranças destacadas na defesa da floresta extrativista e por esse motivo sofriam ameaças constantes. Foram pioneiros na criação da reserva extrativista do Assentamento Praia Alta Piranheira, onde existe uma das últimas reservas de castanha-do-pará. Essa reserva, em razão da grande riqueza em madeira, era alvo de cobiça de madeireiros e grileiros.
Diante desse triste e lamentável episódio, que escancara a deficiência do Estado Brasileiro em defender os filhos da terra que lutam em favor da vida, só nos resta exigir que esse crime não seja mais um impune.
Em 2001 foi realizada, no município de Marabá, uma audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Durante essa audiência José Cláudio informou abertamente que estava ameaçado de morte. Seu depoimento foi dado em muitos jornais, mas o que foi feito por ele e por sua esposa e família enquanto estavam vivos?
Esse crime nos indigna e nos preocupa. É comum e constante o Regional Norte 2 da CNBB receber muitas denúncias de pessoas ameaçadas de morte. Entre eles há missionários, Bispos, padres, irmãs e leigos deste Regional. Sentimos que nossos gritos não são ouvidos pelos responsáveis pela apuração das denúncias e que só há movimentação por parte dos gestores públicos depois que uma morte é anunciada. A CNBB está extremamente preocupada com esta realidade.
Por isso exigimos que as autoridades estaduais e federais empreendam todos os esforços necessários para que esse crime seja investigado com a seriedade para que os criminosos, mandantes e executores, sejam punidos de maneira exemplar.
Manifestamos publicamente nossa solidariedade aos familiares do casal de líderes e a todos os defensores dos Direitos Humanos e reafirmamos nosso compromisso em defesa da vida dos povos da Amazônia.
Atenciosamente,
Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces
Presidente
Dom Bernardo Johannes Bahlmann
Vice Presidente
Dom Flávio Giovenale
Secretário
sexta-feira, 27 de maio de 2011
3ª Conferência Territorial dos Direitos da Pessoa Idosa
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social através do Conselho do Idoso de Feira de Santana convidam os representantes do poder público, da sociedade civil, idosos e estudiosos da área do envelhecimento para participarem da 3ª Conferência Territorial dos Direitos da Pessoa Idosa que vai acontecer nos dias 07 e 08 de junho de 2011, no Centro de Cultura Maestro Miro rua itacarambi s/nº, bairro muchila I.
As inscrições serão realizadas na Casa dos Conselhos – situada à Rua Domingos Barbosa de Araújo, 160 – Kalilândia, na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, na Av. Getulio Vargas nº 3.417 e no Centro de Convivência Zazinha Cerqueira, situado a Manoel Bandeira, nº 75, próximo à rodoviária.
A 3ª Conferência terá como tema central “O compromisso de todos por um envelhecimento digno no Brasil”, que busca articular e integrar diferentes políticas que tratam do envelhecimento e dos direitos das pessoas idosas.
As discussões visam construir possibilidades de ações integradas, tanto do poder público como da sociedade civil, para efetivação dos direitos das pessoas idosas por meio de eixos temáticos que contemplem:
I Envelhecimento e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais;
II Pessoa Idosa: protagonista da conquista e efetivação dos seus direitos
III – Fortalecimento e Integração dos Conselhos: existir, participar, estar ao alcance, comprometer-se com a defesa dos direitos dos idosos;
IV – Diretrizes Orçamentárias, Plano Integrado e Orçamento Público da União, Estados, Distrito Federal e Municípios: conhecer para exigir, exigir para incluir, fiscalizar.
As inscrições serão realizadas na Casa dos Conselhos – situada à Rua Domingos Barbosa de Araújo, 160 – Kalilândia, na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, na Av. Getulio Vargas nº 3.417 e no Centro de Convivência Zazinha Cerqueira, situado a Manoel Bandeira, nº 75, próximo à rodoviária.
A 3ª Conferência terá como tema central “O compromisso de todos por um envelhecimento digno no Brasil”, que busca articular e integrar diferentes políticas que tratam do envelhecimento e dos direitos das pessoas idosas.
As discussões visam construir possibilidades de ações integradas, tanto do poder público como da sociedade civil, para efetivação dos direitos das pessoas idosas por meio de eixos temáticos que contemplem:
I Envelhecimento e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais;
II Pessoa Idosa: protagonista da conquista e efetivação dos seus direitos
III – Fortalecimento e Integração dos Conselhos: existir, participar, estar ao alcance, comprometer-se com a defesa dos direitos dos idosos;
IV – Diretrizes Orçamentárias, Plano Integrado e Orçamento Público da União, Estados, Distrito Federal e Municípios: conhecer para exigir, exigir para incluir, fiscalizar.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Movimento comemora 14 anos e apresenta projeto de reaproveitamento de óleo vegetal e gorduras residuais
O Movimento Água é Vida completou este mês de maio 14 anos de atividades em Feira de Santana. Na sessão legislativa desta quarta-feira (25), um dos dirigentes da entidade, José Carlos Souza, utilizou a Tribuna Livre da Câmara para fazer um pronunciamento aos vereadores. No rápido discurso de cinco minutos, ele falou sobre a importância do movimento na defesa de interesses da sociedade feirense.
Carlos Souza, como é mais conhecido, fez um relato sobre a origem do Movimento Água é Vida e lembrou que a entidade surgiu inicialmente com outra denominação. A comunidade do bairro Campo Limpo, através da paróquia local, criou o Movimento Popular em Defesa da Saúde Pública de Feira, em 1997, depois que uma jovem morreu por falta de atendimento no Hospital Geral Clériston Andrade.
O marco para criação do movimento foi à celebração de um ato ecumênico realizado em 21 de maio, “para mostrar o quadro da saúde na cidade”. A entidade teve como seu primeiro desafio o enfrentamento de um projeto encaminhado à Câmara em abril de 2001, pelo então prefeito José Ronaldo, propondo a privatização dos serviços de água em Feira de Santana.
O Movimento Popular em Defesa da Saúde Pública de Feira de Santana decidiu elaborar um projeto de lei de iniciativa popular, conseguiu recolher as 13 mil assinaturas de eleitores, número mínimo exigido à época para esse tipo de iniciativa, contrapondo à proposta do governo municipal.
Vencida a batalha (o então senador Antonio Carlos Magalhães teria anunciado que a Embasa não seria privatizada, o que resultou na retirada do projeto da pauta de diversas câmaras pela Bahia afora, pelo governador César Borges), os líderes da entidade decidiram mudar o nome para Movimento Água é Vida. “Realizamos nove seminários, duas conferências, encontro sobre questões ambientais; temos representação em instituições como o Conselho de Defesa de Meio Ambiente e Conselho Municipal de Saúde”, diz Souza.
O Movimento Água é Vida quer o apoio da Câmara a um projeto de reaproveitamento de óleo vegetal e gorduras residuais que está sendo desenvolvido, em Feira de Santana, pela entidade. A proposta foi apresentada à Câmara durante o discurso de Souza, que distribuiu aos vereadores e nas galerias um panfleto com detalhes do projeto.
Carlos Souza, como é mais conhecido, fez um relato sobre a origem do Movimento Água é Vida e lembrou que a entidade surgiu inicialmente com outra denominação. A comunidade do bairro Campo Limpo, através da paróquia local, criou o Movimento Popular em Defesa da Saúde Pública de Feira, em 1997, depois que uma jovem morreu por falta de atendimento no Hospital Geral Clériston Andrade.
O marco para criação do movimento foi à celebração de um ato ecumênico realizado em 21 de maio, “para mostrar o quadro da saúde na cidade”. A entidade teve como seu primeiro desafio o enfrentamento de um projeto encaminhado à Câmara em abril de 2001, pelo então prefeito José Ronaldo, propondo a privatização dos serviços de água em Feira de Santana.
O Movimento Popular em Defesa da Saúde Pública de Feira de Santana decidiu elaborar um projeto de lei de iniciativa popular, conseguiu recolher as 13 mil assinaturas de eleitores, número mínimo exigido à época para esse tipo de iniciativa, contrapondo à proposta do governo municipal.
Vencida a batalha (o então senador Antonio Carlos Magalhães teria anunciado que a Embasa não seria privatizada, o que resultou na retirada do projeto da pauta de diversas câmaras pela Bahia afora, pelo governador César Borges), os líderes da entidade decidiram mudar o nome para Movimento Água é Vida. “Realizamos nove seminários, duas conferências, encontro sobre questões ambientais; temos representação em instituições como o Conselho de Defesa de Meio Ambiente e Conselho Municipal de Saúde”, diz Souza.
O Movimento Água é Vida quer o apoio da Câmara a um projeto de reaproveitamento de óleo vegetal e gorduras residuais que está sendo desenvolvido, em Feira de Santana, pela entidade. A proposta foi apresentada à Câmara durante o discurso de Souza, que distribuiu aos vereadores e nas galerias um panfleto com detalhes do projeto.
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